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Dias em Pangkor? Tranquilos!

Os dias em Pulau (ilha) Pangkor foram… muito, muito tranquilos e depois de toda a azáfama das ilhas do sul da Tailândia soube bem chegar a um local muito mais pacífico, relaxado e não ser incomodado de cinco em cinco segundos por vendedores ambulantes, à semelhança de Koh Samui. 🙂

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Na praia, a maioria das pessoas que encontrámos eram nativas do país e foi muito interessante observar que o tipo de brincadeiras praticadas não se altera, independentemente de estarmos na presença de uma sociedade islâmica e claramente marcada pela religião. 🙂

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Nos dias que aqui estivemos aproveitámos para tomar banhos de sol na praia – que apesar de não ser tão bonita como as existentes nas Phi Phi, era agradável – e na piscina do hotel; comer deliciosos e frescos peixes grelhados; começar a conhecer os sabores da comida malaia; escrever no caderno; ver macacos a invadirem as varandas em busca de comida fácil e pela primeira vez tucanos em liberdade; assistir ao quase afogamento de uma criança – na piscina – e comprovar como este pode ser rápido, silencioso e potencialmente letal :/ ; comer frescos gelados e partir em direção à capital… Kuala Lumpur, de seu nome. 🙂

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Em trânsito: Koh Phi Phi – Pulau Pangkor. Cruzando Fronteiras

Ato II – Malásia Side

Às 6.00 da manhã já estávamos acordados e prontos para seguir até um novo país. Mas não se pode dizer que estivéssemos frescos, pois à longa viagem do dia anterior juntou-se uma noite dormida miseravelmente, fruto do quarto “fabuloso” mas principalmente da preocupação que se apoderou dos nossos espíritos… uma vez que na noite anterior marcámos um hotel num resort em Pulau Pangkor e posteriormente vimos que a ilha ficava longíssimo da fronteira – “apenas” trezentos e cinquenta quilómetros! Para fazer em transportes públicos! E sem a noção de horários das ligações terrestres e marítimas… – caricato! Na única vez que tínhamos marcado um hotel realmente bom, havia a fortíssima probabilidade de não conseguirmos chegar a tempo de dormir a primeira noite. :/

A andar, rumámos para fronteira e à medida que o fazíamos, senti um nervoso miudinho pois não tinha nenhum comprovativo de saída da Malásia. A saída da Tailândia estava mais do que garantida mas… e a entrada no nosso destino imediato? Porém e após o controlo de passaporte em ambos os postos de  fronteira, a minha preocupação revelou-se totalmente infundada, pois ao olhar para o passaporte vi um carimbo que mostrava noventa dias! E sem pagar! 🙂 Já com a burocracia resolvida entrámos oficialmente na Malásia e à semelhança da passagem da China para o Laos, a fronteira foi cruzada a caminhar de mochila às costas. 🙂

Às 8.00 entrámos oficialmente na cidade Malaia de Padang Besar – o nome é exatamente igual ao da cidade da Tailândia! – e depois de levantarmos dinheiro, tentámos encontrar autocarros que nos levassem mais para sul. Quando chegámos à estação, a mesma estava fechada e com um aviso no portão a informar que apenas abria às 10.00! :/ Sentámo-nos no chão, abri o laptop e comecei a procurar alguma informação no guia da Lonely Planet. Esta cidade era muito menos desenvolvida do que imaginara e como não oferecia alternativas imediatas, disse à M. que tínhamos de ir para Kangar o mais rapidamente possível. Não existindo autocarros, tivemos de apanhar um táxi. No terminal, fiquei super admirado quando vi o valor da viagem afixado e o taxista a não querer negociar o preço! Depois das mafiosices constantes do sul da Tailândia, esta clareza era uma boa mudança! Ainda para mais quando o valor para fazer os trinta e poucos quilómetros se revelou justo. 🙂

De táxi, chegámos à estação de Kangar às 9.40 e já na bilheteira perguntei se existia um autocarro para Ipoh – a maior cidade do centro da Malásia e que tinha ligação com Lumut, a cidade portuária onde teríamos que apanhar o barco para Pulau Pangkor. Porém e felizmente a M. disse para reformular a pergunta para Lumut e assim fiz e… não é que havia um autocarro direto!? Pois é! Tudo indicava que estávamos “safos” e nesse momento as nossas probabilidades de chegar a Pulau Pangkor passaram de uma miragem para uma certeza absoluta. Que alívio! 😀

Antes de embarcarmos decidimos comer e pela primeira vez tivemos contacto com a comida Malaia  cheiro forte a especiarias, pratos com caril, picante q.b., muita variedade. Escolhemos o que queríamos comer e quando estávamos para pagar, um desconhecido que estava no balcão, apontou para a nossa mesa e fez sinal ao empregado que iria pagar-nos a refeição. Eu e a M. dissemos que não. Que não podíamos aceitar e ele respondeu-nos: ”Don´t be shy.” E acabou mesmo por pagar tudo! Comovidos com a bondade deste senhor, ficámos de lágrimas nos olhos e só pudemos dizer obrigado, várias vezes. 🙂

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Quando entrámos no autocarro, os assentos pareciam umas autênticas poltronas! 😀 Nunca tinha visto nada assim. Pusemo-nos à vontade e enquanto a M. dormia eu aproveitei para atualizar o caderno. A viagem até Lumut foi muito tranquila e confortável e com uma paragem que fizemos em Ipoh para mudarmos de autocarro, a mesma durou seis horas e meia! Já em Lumut e depois de verificarmos que havia muitas opções para posteriormente irmos para Kuala Lumpur, andámos dois minutos a pé até ao cais de embarque, onde apanhámos o barco. A viagem foi feita já com o sol em rota descendente e a paisagem revelou uma ilha muita verde. Já em Pulau Pangkor apanhámos uma carrinha táxi cor-de-rosa, de valor fixo até ao nosso hotel e já na receção demos com a conta impressa e o recibo pronto! Ehhhh, eficiência! 🙂 Quando chegámos ao quarto ficámos bastante agradados com o mesmo e depois de um mergulho na bonita piscina, jantámos num pequeno restaurante. Depois da refeição, voltámos ao quarto, onde aterrámos na cama, cansados das múltiplas viagens dos dias anteriores e de todo o carrossel de emoções que fomos vivendo.

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Koh Phi-Phi. Do Purgatório ao Paraíso

A chegada às Koh Phi Phi, já na costa oeste, ficou ensombrada por uma enorme desonestidade na venda de um bilhete – não o que nos foi vendido em Koh Samui e que nos permitiu chegar ao nosso destino, mas sim o bilhete para a viagem posterior – e pela cobrança de uma taxa ridícula para entrar na ilha, utilizando o argumento de “taxa ecológica”,  que eu chamo – corrupção governamental. Refira-se que não foi o valor da taxa que me irritou – cerca de 0.50€ – mas o péssimo princípio associado à mesma. :/

          

Quando chegámos àquele paraíso tropical o meu estado de espírito era soturno e esta soturnidade acentuou-se depois de indagarmos algumas agências de turismo. Confirmámos então, que a compra antecipada para sair da ilha tinha sido um péssimo negócio! – não tanto pelo dinheiro associado, mas pela má rota, o que nos forçaria a perder mais tempo e mais dinheiro! :/ – Naquele momento a minha vontade era vaporizar a minha “querida” e desonesta vendedora ou alternativamente torcer-lhe o seu “delicado” pescoço. De qualquer modo e não havendo nada a fazer, decidimos fazer um tour no dia seguinte, pois caso contrário estaríamos confinados a uma área minúscula e pouco paradisíaca. Quando o dia terminou o meu estado de espírito já estava mais leve, fruto da digestão/aceitação da má “entrada” e da visualização de uns “anjos” de fogo e luz. 🙂

       

O dia amanheceu esplendoroso e o nosso Phi Phi Tour foi abençoado por um sol radioso e pelo céu azulíssimo. Partimos então à descoberta das Phi Phi e “arredores” num barco de madeira, na companhia do timoneiro/capitão “boa onda” e outros turistas de várias nacionalidades. Durante o dia vimos múltiplas ilhas a partir do mar e admirámos a sua vegetação luxuriante, as praias de areia branca, alguns resorts espalhados pelas colinas de Phi Phi Don; fiz snorkeling pela primeira vez e pude ver muitos peixes de múltiplas cores, corais e ouriços do mar; parámos na “ilha do Bambo” onde vimos praias que eram um autêntico cartão postal: areia branca e arvoredo, mar de múltiplos azuis – claro, escuro, claro, escuro! – e fizemos praia 😀 ; vimos magníficas e bizarras formações rochosas – fruto da sua natureza cársica – ao largo das Phi Phi Lei  que é uma reserva natural, à semelhança da “ilha do Bambo”; visitámos a magnífica e famosíssima Maya Beach  celebrizada com o filme: A Praia – com as suas enormes paredes de rocha cinzenta cobertas de vegetação, um cheiro a marisco profundo, uma areia tão fina, tão fina, tão fina que bastava um suave movimento da água para ela ficar em suspensão e que a M. fez questão de trazer como recuerdo! E uma água transparente. Quente! Bela! Grandiosa! E… já de regresso a To Long Beach um pôr do sol para guardar na memória e no coração… As cores de ouro e prata fizeram as Phi Phi entrar no paraíso e já no final fomos benditos com uma chuva celestial. 😀

     

     

       

      

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Koh Samui e Paciência de Jo

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Entre Koh Tao e Koh Samui conseguimos evitar a empresa mafiosa da Lomprayah e fizemos a viagem com a empresa concorrente – a Seatram. Na chegada a Koh Samui e uma vez que o nosso destino, Chaweng Beach ficava no lado oposto do cais dos barcos, apanhámos pela primeira um táxi na Tailândia.

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Se Koh Tao já era relativamente turística, Koh Samui era muito mais e a existência de dois Macdonald´s comprovou isso mesmo. :/ A nossa estadia na ilha ficou marcada por alojamentos simpáticos; dias de bastante calor com ciclos de molhagem e secagem associados; atualizações no caderno; hordas invasoras de italianos que não respeitavam o espaço das outras pessoas; gelados; uma praia muuuuuuuuuuuito comprida, com pouca areia, infestada com espreguiçadeiras de resorts e que não era particularmente bela; incontáveis massagistas muitooooooo solícitas e vendedores ambulantes que não se calavam e paravam de “pregar”! 😛 Ai, paciência de Jo!

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Koh Tao e o Mergulho

Depois da “manhã animada“, chegámos finalmente a Koh Tao, a nossa primeira ilha da Tailândia. Na chegada ao quarto, estava um calor dos diabos, o mesmo parecia o Inferno!? Naaaaaaaaa… o Inferno era capaz de ser mais fresco! 😛 O quarto e a guesthouse até eram “porreiritos”, mas este “pequeno“ detalhe estragou o que de bom ambos podiam ter. :/

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Em Koh Tao, encontrámos a nossa primeira praia com areia fininha, água de diferentes azuis – escuro na zona de rochas e corais, e clarinho, quase transparente na zona da areia – e vegetação luxuriante. Até na praia havia árvores e estas não eram apenas coqueiros e palmeiras. 🙂

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Aqui e passados tantos meses, voltei a comer, um pouco de comida ocidental tal a oferta variada e os preços convidativos e principalmente… enquanto a M. aproveitou para relaxar na praia, eu tive a minha primeira experiência subaquática e mergulhei literalmente nas profundezas oceânicas e num mundo totalmente diferente e singular. 🙂

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Na ilha de Koh Tao, tirei um curso de mergulho certificado. Um curso que me permitirá mergulhar em qualquer local do planeta até uma profundidade máxima de vinte metros e vi um mundo rico e variado em seres, cores e acima de tudo muito silencioso e sereno. E na despedida fiquei com a certeza que o “fundo do oceano” é o paraíso, mas que exige muita paz de espírito, respeito e serenidade para que não se torne numa autêntica tormenta. 🙂

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P.S. – Durante os três dias que o curso durou, fiz um mergulho em águas rasas e quatro no oceano e após cada mergulho senti-me mais confortável, menos concentrado na respiração e mais relaxado com o ambiente que me rodeava. E no final, fiquei com a certeza que esta experiência seria para repetir muito mais vezes. A cada mergulho, felicidade em estado puro… 😀

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Em trânsito: Bangkok – Koh Tao. Máfia Legal

Na estação de comboios de Bangkok, tanto no dia em que comprámos o bilhete, como no dia em que partimos da cidade, houve sempre um funcionário “diligente” a querer vender-nos um bilhete para um barco rápido e para os transfers entre a estação de comboios e o cais. Aliás, no dia da compra esse bilhete até estava combinado com o bilhete de comboio. :/

Chegar à ilha de Koh Tao revelou-se um verdadeiro e exasperante quebra-cabeças. Depois da viagem de comboio noturna – que desta feita não teve surpresas, “chocantes”, pois comprámos um bilhete para segunda classe – chegámos à cidade de Chumphon onde nos deparámos e enfrentámos o maior lobby, aliás máfia legal que já vi(mos) até ao momento na viagem. :/ Mas vamos aos factos…

Os nossos problemas começaram logo ao sair da estação, pois ao perguntar a um condutor de tuk-tuk quanto ele cobrava para nos levar até ao cais, ele perguntou-nos pelo bilhete do barco rápido! Respondemos-lhe que não o tínhamos e ele disse-nos para o comprarmos na estação de comboios, fizemos sinal que não e ele devolveu-nos o mesmo. “Ridículo!” (pensei na altura).

Seguimos de mochilas às costas caminhando por Chumphon na tentativa de apanharmos um meio de transporte (autocarro, tuk-tuk, táxi…) para o cais tudo servia desde que o valor que nos pedissem não fosse “estapafúrdio”. Já na avenida principal da cidade, fomos perguntando por barcos, ferries, cais… mas ninguém parecia muito interessado em ajudar-nos, nem sequer os condutores de tuk-tuk, que costumam ser muuuuuuuuuuuuuuito voluntariosos e “altruístas”, queriam nada connosco. Estranho! :/ Parecia que tínhamos uma doença altamente contagiosa e perigosa.

Até que um tuk-tuk parou perto de nós e quando dissemos a fórmula mágica: “Pier, ferry, Koh Tao”, pegou no telemóvel, começou a fazer uma chamada e depois passou-mo para a mão, encostei-o ao ouvido e disse: “Yes?”. Na resposta: ”Lomprayah assistance. Today you still have a boat at 1PM. Do you want to buy the ticket?”, tirei o telemóvel do ouvido, devolvi-lho e fiz sinal ao motorista que não. Estava chocado! :/ E contei o episódio à M.

Tudo começava a fazer sentido, a companhia Lomprayah controlava todo, ou quase todo mercado e estendia os seus tentáculos desde Bangkok – no momento da compra de um simples bilhete de comboio – até aos transportes locais de Chumphon! Quando um peixinho sai da rede, convém apanhá-lo o quanto antes e este “pescador” estava a revelar-se implacável e a encostar-nos ao fundo…


 Notas Finais

Nunca tinha visto, nada assim! Uma empresa, com a conivência das autoridades, a tomar conta duma cidade e ter o monopólio de um negócio, que neste caso é o negócio de transportes, entre Bangkok e as ilhas da costa Este: Koh Tao, Koh Pha-ngan e Koh Samui. Impressionante! 😦

Depois de encostados ao fundo, tivemos mais umas horas de odisseia em Chumphon e arredores. No final acabámos por chegar a Koh Tao… no famoso barco rápido, da Lomprayah! Mas pagando mais e perdendo mais tempo do que se o tivéssemos feito em Bangkok! Caricato! Mas serviu de aprendizagem!

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