Doente em Prabang

Depois de deambularmos mais um bocado pela cidade, voltámos à guesthouse e senti-me mole com o calor da rua. Deitei-me um bocado para repousar e durante horas fui dormitando. Por volta da 18.00 disse ao Zhou para ele ir jantar, que não me apetecia mexer e fui até à casa de banho onde fiz diarreia – pela primeira vez na viagem. Depois disso comi uma banana e em menos de cinco minutos estava a vomitar e fui à mala buscar o termómetro, para ver se tinha febre e tinha… 38.5 °C. Como sentia o corpo todo partido e  por uma questão de prevenção, decidi ir ao hospital  o que na Europa não nos mata, aqui nunca se sabe. :/

Já na rua e uma vez que o hospital ficava a quatro quilómetros do centro da cidade, fiz sinal para um tuk-tuk parar e mesmo cheio de febre consegui negociar o preço e baixar o mesmo para metade – de 30.000 kip passou para 15.000 kip – aliás parte da argumentação baseou-se em: “Estou doente e cheio de febre e você quer aproveitar-se da minha fragilidade”. Quando cheguei às urgências do hospital, sentei-me e esperei que alguém reparasse em mim e passados dez minutos duas enfermeiras vieram ter comigo. À medida que fui respondendo às questões de rastreio, fui sendo encaminhado para uma zona do hospital que estava deserta e aí numa sala, deitei-me numa maca até ao médico chegar.

Quando ele chegou começou a fazer-me perguntas, a apalpar-me – de um modo clínico… juízo! 🙂 – e depois de me medirem novamente a temperatura (39 °C), tiraram-me sangue para fazer análises. Antes de se ir embora o médico deu-me um paracetamol e disse-me que podia estar infetado com Dengue. :/ Enquanto estava sozinho na maca, a olhar para o teto branco e para a ventoinha que girava, pensei que não queria ser vencido por um mosquito e que caso estivesse infetado com Dengue, esperava poder resolver o problema no Laos! Após meia hora de espera, o médico apareceu com os resultados e disse que não tinha Dengue ou Malária – esta era difícil, uma vez que ando a fazer a sua profilaxia – e que tinha uma forte infeção bacteriológica, fruto muito possivelmente de alguma comida em piores condições. Fui medicado com os minha própria medicação (antibiótico – ciprofloxacina; imodium para a diarreia; e paracetamol até ficar sem febre) e na despedida agradeci várias vezes o bom auxílio prestado e saí do hospital bastante aliviado com o diagnóstico. 🙂

Para voltar ao centro da cidade tive que voltar a regatear o preço da viagem com o condutor do tuk-tuk e na chegada ao centro, ia-me espetando no chão quando tive a péssima ideia de saltar do veículo quando ele ainda não estava completamente parado. “Ai, Kiri, Kiri…não te armes em John Rambo! A bactéria já é suficiente para te dar uma sova!” 😛

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