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Última Noite em Xichang

Depois de voltarmos de Qiong Hai, onde deixamos o hostel Dengba que foi como uma segunda casa, regressámos a Xichang com o objetivo de partir para Lú gū hú no dia seguinte. Porém antes da partida eu e o Xiaoling ainda tivemos de dormir e… o que nos saiu em rifa foi uma espelunquinha, mas muito baratinha (19Y por pessoa, aproximadamente 2.50€) . Ora observem…

Espelunca

WC da espelunca

P.S. – Até agora este hotel foi caso único, em toda a viagem. Espera-se que permaneça assim. 😛

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Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Shimian – Xichang. Good Cop, Bad Cop

A nossa paragem em Shimian, só tinha um objectivo: arranjar um meio de transporte para Xichang. E o Xiaoling como rapaz desenrascado que é, resolveu que deviamos tentar apanhar boleia e continuar na senda da poupança. Claro que não me opus e passado uns minutos estavámos a apanhar um táxi para os pórticos de entrada da auto-estrada, já com um cartaz em riste que “dizia”: Xichang – em caracteres chineses, pois claro. 😉 Aí encontrámos um polícia, o bonzinho que nos tentou ajudar a realizar os nossos intentos, inclusivamente chegou a mandar parar carros e perguntar-lhes se eles íam na direção de Xichang. Infelizmente, não durou muito porque entretanto chegou o polícia mauzinho  “ser superior”, de tromba fechada e óculos RayBan na fuça – que rapidamente acabou com a boa ação do seu subordinado. Quase sem falar, fez-nos um gesto para que nos afastássemos dali e tivemos que mudar de poleiro.

Durante os vinte minutos seguintes e à vez, fomos mostrando o cartaz aos carros que passavam e felizmente passado esse tempo conseguimos apanhar boleia com três rapazes, que seguiam num jipe. Impecáveis, super-simpáticos, divertidos – apesar de não os compreender, foi isso que senti – e excelentes anfitreões.

A viagem foi tranquila e se num primeiro momento apenas se viam terras áridas, de repente tudo mudou e a paisagem passou a ser verde e cheia de água. Porém, nem tal facto chegou para alterar o aspecto das aldeias que fomos observando ao longo do caminho: pequenas, pobres e sujas. Já na chegada ao destino, senti-me qual estrela de Hollywood, quando um dos rapazes me pediu para tirar uma fotografia com ele e sorrindo os dois tirámos o retrato que encerrou a nossa boleia. 🙂