Em trânsito: Xichang – Lú gū hú. Viagem Infinita.

Depois do pequeno almoço e ainda cedinho “fugimos” do hotel carunchoso e tentámos apanhar boleia para Yan Yuan. Porém, cedo se percebeu que não iria ser tarefa fácil, pois ao sair da cidade nem os “nativos” sabiam muito bem qual a melhor estrada para o fazermos. Bonito! 😛 Desse modo e após uma hora de espera, fomos forçados primeiro, a apanhar um autocarro para fora de Xichang e depois e devido à falta de carros nessa estrada, a apanhar um segundo autocarro para Yan Yuan  cento e trinta quilómetros.

IMG_4856 (FILEminimizer)Durante a viagem que nos levou por vales e montanhas e de um dia de sol para um dia de chuva, para além da paisagem, consegui ver a vida real do país a desfilar à minha frente qual filme. E uma das minhas “cenas” preferidas foi ver as crianças a sair da escola numa alegre algazarra e se não fossem as suas feições poderia dizer que estava em Portugal, tais as semelhanças. 🙂 Outro facto que ressalvo foi a loooooooooooooonga espera, mais de duas horas, devido a um mega engarrafamento que tinha quilómetros e quilómetros e quilómetros de extensão e que foi gerado por obras na estrada – uma única faixa para ambos os sentidos!

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Nesse engarrafamento, aproveitei para comer os bolos secos que comprámos antes de embarcar, noodles instantâneos e ovos cozidos que foram comprados à posteriori a vendedores ambulantes. Continuei a escrever no caderno e principalmente fiquei “siderado” com a qualidade dos filmes de Kung-Fu do tempo da Maria Caxuxa, que estavam a passar no autocarro. Ai! As “barbaridades” que uma pessoa encontra. 😛

IMG_4874 (FILEminimizer)Quando chegámos a Yan Yuan fomos largados num terminal secundário e quando estávamos a caminho da estação principal para rumarmos finalmente para Lú gū hú, uma carrinha de nove lugares estancou ao pé de nós e o condutor perguntou ao Xiaolong para onde íamos. A verdade é que o problema ficou resolvido instantaneamente! 🙂 Até porque o valor pago, era bastante justo, tendo em conta os cento e vinte quilómetros que nos separavam do nosso destino. 🙂 Na viagem o caderno continuou a ser atualizado, mas por vezes a tarefa foi dificultada pela estrada, uma vez que que o piso era um misto alternado de terra e alcatrão e para além disso havia obras em pelo menos metade da sua extensão, sendo necessário parar muitas vezes devido ao trânsito condicionado. A partir de certa altura e fruto do cansaço comecei a dormitar aos poucos e num desse momentos a melhor imagem que guardo foi a luz da lua filtrada pelas nuvens e as estrelas a brilhar no céu negro. Fruto de tantos percalços e atrasos, batizei a viagem para Lú gū hú de “infinita”, a viagem sem fim…

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