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Fotografia

Museu de Xangai

Edifício

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Escultura

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Bronze

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Cerâmica

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Etnias Minoritárias

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Jade

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Mobiliário

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Reencontro e Despedida em Suzhou

Em Suzhou reencontrei a Yue – rapariga que conheci em WulingYuan  e o meu primeiro dia na cidade foi passado com ela. 🙂 Enquanto comíamos uns Sheng Jian Bao absolutamente divinais, falámos sobre distintos conceitos de beleza, por exemplo na China e outros países orientais associa-se a beleza das pessoas à cor branca e nos países ocidentais associa-se a beleza e a saúde das pessoas à cor morena.

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Terminados os assuntos de beleza e gastronómicos rumámos ao belo museu de Suzhou e muito possivelmente última obra de I.M. Pei – único arquitecto de origem chinesa realmente famoso e que passou grande parte da sua infância nesta cidade – e daí seguimos até ao jardim mais afamado da cidade: The Humble Administrator´s e também o mais dispendioso… 😛 De qualquer modo foi uma bela visita e o jardim vale de facto a pena, e se existir algum defeito a apontar só o excessivo número de turistas e franceses… 🙂 Antes de nos despedirmos ainda passámos por Pingjiang Road que é uma zona da cidade bastante agradável, tranquila e que fica nas proximidades de uns canais, onde a Yue me mostrou um café/livraria/papelaria onde é possível enviarmos postais a nós próprios com anos de diferença, ou seja, podemos enviar um postal hoje e recebê-lo daqui a dez anos, por exemplo… o máximo! 😉

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Como a Yue tinha uma festa de aniversário, não pudemos jantar juntos e quando demos um abraço sentido ficámos na dúvida se aquela era a nossa despedida definitiva e se seria a última vez que nos veríamos. :/

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P.S. – Combinámos reencontrar-nos no dia seguinte mas apenas e caso ela conseguisse ter algum tempo disponível, uma vez que andava com prazos apertados na faculdade.

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Crónicas Fotografia O 1º Dia Reflexões

Nanquim e o Massacre

O dia ainda estava a meio, mas já tinha havido muitas emoções. Porém eu queria mais e achei que a minha viagem em Nanquim devia começar pelo Museu do Massacre, que é o local que homenageia os 300.000 mortos da cidade durante o período que antecedeu a segunda Guerra Mundial. Em 1937 o Japão invadiu a China e tomou de assalto grande parte do vasto território chinês e durante um “curto” período de seis semanas – 13 de Dezembro de 1937 a final de Janeiro de 1938 – a cidade foi reduzida a escombros e a população vítima da brutalidade de grande parte do exército japonês: violações – individuais e em grupo – fuzilamentos indiscriminados, abusos sobre a população, decapitações… enfim o lado negro do ser humano em todo o seu ”esplendor”. 😦

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A experiência começou na porta de entrada com a observação de uma gigante “massa” chinesa à espera de entrar, mas felizmente depois de uns minutos a situação foi desbloqueada. Assim que entrei no recinto vi que o complexo está dividido em duas zonas: exterior – Parque e Memorial e interior – Museu e Arquivo.

IMG_8419 (FILEminimizer)Porque via o relógio a andar depressa e a hora de encerramento a aproximar-se fui primeiro à zona interior e logo de início tomei a resolução de não tirar fotografias, não sentia aquele lugar como turístico, apesar da quantidade de pessoas que por lá circulavam. Antes como um grande memorial da tragédia e um local para preservação da memória histórica e colectiva de uma cidade, de uma nação, da humanidade.

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Na primeira sala, a entrada tinha o molde de uma mão e coloquei a minha mão lá, não sei se para sentir o metal se o peso da história. A sala ampla estava pouco iluminada. No teto o fatídico número 300.000 brilhava, no chão um ponto luminoso por cada vítima. Nas paredes o nome das vítimas gravado em relevo. Não aguentei, fiquei comovido e soltei duas lágrimas furtivas. A visita continuou e sala após sala vou observando o museu e as pessoas que lá circulavam e encontro de tudo: semblantes carregados, graves e sérios, sorridentes (?), atentos e comovidos até às lágrimas – mulheres. O museu vai pintando os negros acontecimentos e eu sigo por aquele espaço, tornando-me menos ignorante. Um dos momentos mais surpreendentes surge quando vi uma suástica nazi pintada das cores da cruz vermelha e ao lado deste, outros dois momentos me ficam particularmente na memória, o da grande parede dos arquivos e a zona dos 12 segundos: 300.000 mortos em seis semanas. A cada 12 segundos o som de uma gota a cair e o retrato de uma das vítimas a iluminar-se – durante essas fatídicas seis semanas, uma vida desapareceu a cada doze segundos na cidade de Nanquim!

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Na zona exterior circulei pelo parque e pelos memoriais, e o momento mais marcante ocorreu quando vi as ossadas humanas encontradas numa escavação arqueológica. A diferença aqui foi saber que não morreram há milhares ou centenas de anos, foram mortas durante o século XX e enterradas em valas comuns. Tão distante e tão próximo…

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Crónicas Fotografia

Despedidas no Museu

No dia seguinte e último dia do Xiang em Xi´an consegui finalmente comer um saboroso pequeno- almoço chinês: Tofu doce (tien) e um frito delicioso. Partimos para o museu de Xi´an e na entrada fui barrado (o bilhete é gratuito mas é obrigatório levar um documento de identificação). Por esse motivo tivemos de nos despedir aí, o Xiang nesse dia voltou para Luoyang e eu fui obrigado a voltar ao hostel para ir buscar o passaporte. :/

      

Quanto ao museu, posso dizer que gostei muito, principalmente da seção de cerâmica e que vale bem a pena passar aqui um par de horas do nosso dia e aprender um pouco mais sobre a cultura Chinesa. 🙂

      No museu     No museu (2)