Categorias
Crónicas Fotografia

Guangzhou. Calor e Tempestades

IMG_3652 (FILEminimizer)      IMG_3670 (FILEminimizer)IMG_3692 (FILEminimizer)     IMG_3767 (FILEminimizer)

Nos dias que passei na terceira maior cidade chinesa, esclareci as minhas dúvidas relativamente à rota a tomar após deixar a cidade; visitei parques, jardins e tive dois encontros maravilhosos com as suas distintas faces (a Guangzhou clássica e a Guangzhou contemporânea); fui entrevistado via skype – ou foi mais uma conversa de amigos!? 🙂 ; bebi pela primeira uma refrescante e deliciosa água de coco 🙂 ; tirei múltiplas fotografias; fui abraçado “ternamente” pelo seu abafadíssimo calor e abençoado algumas vezes, por chuvas absolutamente torrenciais e por céus rasgados e iluminados por relâmpagos gigantes. 😉

IMG_4066 (FILEminimizer)     IMG_4129 (FILEminimizer)IMG_3820 (FILEminimizer)     IMG_3966 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Hong Kong – Guangzhou. Hello China! See you again

Quando saí do hostel dirigi-me para a estação de comboios, Hung Hon e antes de sair da cidade aproveitei para comprar comida – “despachando” desse modo os dólares de HK que ainda me restavam – e ver o meu passaporte ser controlado mais uma vez. Durante a viagem aproveitei para comer e organizar algumas coisas pendentes, senti-me cansado e a partir de certo momento observei a chuva que caía pesadamente. Já em Guangzhou, o meu passaporte foi novamente controlado, desta feita pelas autoridades chinesas e nesta segunda entrada? No problem… Hello China! See you again… 🙂

Categorias
Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Macau – Hong Kong. Night Boat

Fui deixado no terminal à 1.00 onde tive de esperar pelas 2.30 pois o barco da 1.30 apenas tinha disponíveis, lugares de super class – bastante mais dispendiosos que os lugares regulares – e aguardei… aguardei… aguardei pela entrada no barco e finalmente pude fechar os olhos pelo menos durante o tempo da viagem. Em HK, saí do terminal às 3.40 e como não havia autocarros disponíveis pelo menos durante as próximas duas horas, andei… andei… andei pelas ruas quase desertas da cidade e às 4.20 cheguei finalmente ao hostel, suado e a necessitar de um banho fresco…

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Reencontro à Mesa, Entrevista e Viagem Noturna

Reencontrei-me com JRD no final da rua da Tribuna e à distância reparei que trazia companhia – um jornalista do seu jornal. Feitas as apresentações, seguimos pela praça do Senado e na travessa de São Domingos encontrámos o nosso poiso, o restaurante Boa Mesa. Aí tivemos um excelente jantar – uma mesa portuguesa, concerteza – e o repasto consistiu em bacalhau à brás, pão quente, azeitonas, cervejas e café e… uma conversa que se veio a revelar “mitológica”! 😀 Durante o jantar, percebi finalmente que a vinda do jornalista tinha como objetivo, entrevistar-me e na praça do Senado – quarta vez nesse dia – tirámos fotografias e continuámos a entrevista, ou seria uma conversa de amigos!? 🙂

IMG_3592 (FILEminimizer)Daí seguimos para o Tribuna de Macau, onde continuei a conversar com JRD durante horas e com ele continuei a aprender e a analisar a China e Macau de uma perspetiva mais rica e profunda. 😀 Na despedida da redação recebi dois derradeiros presentes, um livro com ditos de Confúcio e um passeio noturno até ao outro lado de Macau – Taipa, Coloane e Cotai  nova zona da cidade onde construíram os grandes casinos que a transformaram definitivamente e a puseram no topo mundial do jogo – e na viagem de regresso à “velha” Macau fui deixado no porto dos “ferries”, com a “barriga” a rebentar de um dia tão cheio. 😀

IMG_3597 (FILEminimizer)     IMG_3593 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Encontro em Macau

Na Tribuna de Macau fui recebido calorosamente pelo JRD com quem estive cerca de quarenta minutos à conversa e combinámos reencontrar-nos às 20.00 para jantar. 🙂 Desse modo e como tinha tempo continuei a visitar a cidade.

IMG_3519 (FILEminimizer)      IMG_3537 (FILEminimizer)

Perto da biblioteca Sir Robert Ho Tung encontrei uma verdadeira praça Portuguesa, com direito a quiosque verde e tudo. 😉 Enveredei então pela rua do Gamboa onde encontrei o Seminário de São José e a igreja de São Lourenço e depois segui pela rua do Padre António até à agradabilíssima praça do Lilau, subi até à igreja de Nossa Senhora da Penha e do seu miradouro pude ver a torre de Macau e a ponte Sai Von. Daí desci até ao templo da Barra (ou A-Má) e na rua batizada com o mesmo nome observei o bonito Quartel dos Mouros – datado de 1874. 🙂

IMG_3544 (FILEminimizer)      IMG_3560 (FILEminimizer)

Voltei à praça Lilau donde parti em direção aos lagos Nam Vam e aí pude observar o skyline – ou parte dele – de Macau. Segui até encontrar a avenida da Praia Grande e na avenida do Comércio de Macau entrei no meu primeiro casino, o Grand Emperor onde pude  observar o luxo e o clima que rodeia as mesas de jogo, principalmente Bácara. Na avenida Dr. Mário Soares encontrei a estátua de homenagem a Jorge Álvares – primeiro português a pisar Macau – e já na praça do Senado aguardei pela hora marcada ao mesmo tempo que vi a luz do dia a metamorfosear-se… 🙂

IMG_3572 (FILEminimizer)      IMG_3587 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Macau. Cheiro a Portugal

O ferry para Macau, ou melhor dizendo o barco rápido demorou uma hora redondinha a efetuar a viagem e durante a mesma, fruto da elevada quantidade de salpicos, não me foi possível ver nada. Antes de colocar o pé, num território que já foi português o meu passaporte teve de ser controlado, à semelhança do que ocorreu em HK, antes de embarcar.

IMG_3347 (FILEminimizer)      IMG_3353 (FILEminimizer)

Na chegada, o dia estava agradável e fui recebido com sol, céu azul e calor – felizmente mais suportável do que em HK 🙂 – e a primeira visão “portuguesa” que tive foi descortinar um arranha-céus dourado no horizonte e batizado de “Grand Lisboa”. Segui pela cidade e as primeiras coisas que me despertaram a atenção foi observar que os carros conduzem pela esquerda à semelhança de HK e as ruas têm nomes em português. 

IMG_3390 (FILEminimizer)      IMG_3373 (FILEminimizer)

O primeiro local que visitei foi a colina da Guia e a sua fortaleza, cujo interior alberga uma bela capela – construída entre 1622 e 1638 – e o farol – datado de 1865 – e à medida que percorria este local, lembrei-me dos meus heróis juvenis de Uma Aventura e que puseram a minha mente a viajar por Macau, muitos anos antes de aqui chegar fisicamente. 🙂

IMG_3382 (FILEminimizer)      IMG_3386 (FILEminimizer)

Da colina até à praça Tap Seac foi um pulinho e aí tive pela primeira vez contacto com a bela calçada portuguesa e com um grupo de pequenos escuteiros. 🙂 Antes de encontrar o cemitério, passei pela magnífica rua de São Roque, onde se podem encontrar charmosos edifícios de traço português e as bonitas igrejas de São Roque e São Lázaro – que estavam fechadas – e pelo “jardim” Vasco da Gama. Quando cheguei ao cemitério, as suas paredes imaculadamente brancas estavam a ser pintadas de verde água e não fora o aparecimento de caracteres chineses e retratos com olhos e feições asiáticas nas campas iria jurar que estava em Portugal. 🙂

IMG_3428 (FILEminimizer)      IMG_3446 (FILEminimizer)

Daí segui até ao Parque Luís de Camões, onde encontrei o “Luís”  acompanhado dos seus primeiros versos de Os Lusíadas; vistas da cidade e velhotes a jogar às cartas ou sentados a conversar e a bonita casa Jardim onde se localiza a delegação da Fundação do Oriente de Macau. A caminho das ruínas de São Paulo, passei pela igreja de Santo António – construída antes de 1560 e reconstruída em 1875 e que assinala o local onde os Jesuítas se instalaram na cidade – e pelo pequeno templo de Na Tcha – 1888. Quando cheguei às ruínas, a sua escadaria recebeu-me de “braços abertos” e rodeou-me de hordas de turistas. :/ Sem me demorar longamente, segui para o forte do Monte -construído entre 1617 e 1626 – onde pude voltar a contemplar Macau do alto e visitar o interessante e pedagógico museu da cidade. 🙂 Prossegui pelas ruas de São Paulo  super-turística e atulhada de pessoas – da Palha e São Domingos até à catedral, onde fiz a minha chamada para o JRD, diretor do jornal, e combinei passar pela redação, percorrendo antes a palpitante e fascinante praça do Senado. 🙂

IMG_3450 (FILEminimizer)      IMG_3500 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Hong Kong – Macau. Run Forrest… Run!

Em quase três meses de viagem e todos os dias despertei sem problemas de maior, porém e logo neste dia em que tinha encontro marcado com o diretor do jornal a Tribuna de Macau, o despertador não tocou e quando abri os olhos já eram 10.30! “Ai f#$@-&%! É preciso pontaria.” :/ Meio em pânico, liguei o computador para consultar o e-mail e enquanto ele se ligava, engoli o pequeno-almoço. Quando abri o e-mail e depois de ler a mensagem respirei de alívio, ele só podia encontrar-se comigo depois das 16.00. “Uff! Salvo pelo gongo!” 🙂 De qualquer modo, saí do hostel apressadamente pois os ferries para Macau partem de meia em meia hora e demoram uma hora a efetuar o percurso. Por isso e uma vez que ainda estava dentro da barreira, fisicamente possível, corri para apanhar o ferry do meio dia com todas as minhas forças. Run Forrest… Run! 😛

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Back to HK. D(epois).P(ortugal).

No regresso a Hong Kong (HK), a cidade voltou a receber-me calorosa e abafadamente e o sentimento de destilação apenas era aliviado em locais onde havia ar condicionado. 😛 Nas ruas, fui serpenteando pela turba humana, pelos carros, elétricos e autocarros e tirando fotografias aos edifícios, aos habitantes, aos mercados de rua -comida, roupa e bugigangas – aos templos e ao movimento incessante e frenético, que apenas acalmou quando cheguei às imediações do emblemático Victoria Peak.

IMG_3172 (FILEminimizer)      IMG_3193 (FILEminimizer)

IMG_3206 (FILEminimizer)     IMG_3238 (FILEminimizer)

A ascensão para o “pico” de HK pode ser feita no famoso elevador/elétrico ou a pé, mas como o Kiri é um tipo poupado mas que não se poupa, a subida foi encetada pelo próprio pé. 😛 A ascensão foi agradável e se no primeiro momento o caminho foi linear pois acompanhava o carril do elevador, finalizado o primeiro terço este mudou e transformou-se num trilho serpenteante que passava por áreas residenciais e zonas verdes. À medida que a vista sobre a cidade, abriu, abriu… abriu, a panorâmica da cidade começou-se a revelar: edifícios, baía, céu azul, piscinas. 🙂 As indicações desapareceram e na parte final do trajeto tive que recorrer a um mapa, à bússola, ao pedido de indicações e ao meu sentido de (des)orientação. Quase no topo fiz um atalho qual Indiana Jones e perdi-me momentaneamente, porém e graças a esse pequeno contra-tempo tive a oportunidade de ver o outro lado de HK e o seu lado mais selvagem e natural – paisagem verde de florestas, mar, baías e enseadas – a ponto de pensar se estaria de facto na mesma cidade. 😉

IMG_3270 (FILEminimizer)      IMG_3288 (FILEminimizer)

Quando finalmente cheguei ao pico, estava feliz pois tinha concretizado o meu objetivo e maravilhado com a bela vista sobre a cidade. 😀 Posicionei-me para o entardecer e à medida que fui tirando fotografias conheci Carlos – Peruano emigrado no Canadá – e Sebastián – Argentino – e com eles encetei uma conversa muito interessante sobre economia, países, viagens e profissões. 🙂 Na despedida do Victoria Peak, dei mais uma mirada à cidade iluminada e acenei um adeus à única cidade que teve um A(ntes) e um D(epois) e no meio a palavra Portugal. 😉

IMG_3306 (FILEminimizer)      IMG_3329 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Hong Kong – Lisboa. Viagem a Portugal

A viagem para Portugal, começou no autocarro que me levou do centro de Hong Kong para o monumental, limpo e assético aeroporto da região. E o meu primeiro passo foi fazer o check-in da bagagem diretamente para Lisboa e continuar a escrever no caderno. A viagem Hong Kong – Lisboa teve múltiplos voos. Três para ser exato e duas escalas. No voo Hong Kong – Pequim, conheci um casal de brasileiros com quem falei durante quase toda a viagem. Na escala em Pequim, troquei yuans por doláres de HK com eles e mais uma vez pude observar a burocracia chinesa no seu melhor – confusão de selos para passaporte e bilhetes de avião; e esperei loooooongameeeeente pelo segundo voo.

No voo Pequim – Amesterdão, houve ligeiro atraso na partida, andei de autocarro… muuuuitooooooo tempo e com isso tive a noção da imensidão do aeroporto. Dormitei durante algumas horas, escrevi no caderno, vi uma paisagem que me deixou muitas dúvidas para perceber o que estava a ver – nuvens ou montanhas geladas e ainda hoje me questiono se seria real 🙂 e tive uma aterragem mágica, com nuvens de diferentes texturas e densidades – algodão doce, fiapos, superfícies geladas, pináculos quais florestas de lanças – reflexos do sol dourado, o mar de cor negra, as casas, as florestas escuras, as plantações viçosas, as estradas, as fábricas e o fumo. 😀 Já em terra o espetáculo continuou e vi uma fábrica em contra luz, fumo e nuvens, o céu azul, múltiplos e incontáveis cinzentos com dourados em alguns pontos… Foi uma das paisagens mais belas que alguma vez presenciei! 😀

Quando cheguei a Amesterdão era meio-dia e um quarto, porém fruto da diferença horária entre Pequim e Amesterdão tive que voltar às 6.15. Portanto, neste dia fui como o John Stewart, o homem que viveu duas vezes, no meu caso duas vezes, seis horas – das 6.15 ao 12.15 – 😛 e na escala de Amesterdão, aguardei mais uma vez pela passagem do tempo. No voo Amesterdão – Lisboa, tive a última etapa da viagem. Escrevi no caderno, percebendo que apenas o iria conseguir acabar de atualizar já em solo Luso e  tive uma aterragem cheia de vento e turbulência. Na chegada não tive a noção que realmente tinha regressado e que naquele momento o solo que pisava era o do nosso país, Portugal. Acho que só comecei a perceber tal facto quando comecei a ouvir a nossa língua e tudo escrito em português e… mesmo assim… lentamente.

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia Reflexões

Skyline Made in Hong Kong

Depois da deambulação, segui para a avenida das estrelas e escolhi um local para ver a transição entre o dia e a noite, e o espetáculo de luz e som que estava marcado para as 20.00. O tempo foi passando, algumas vezes arrastando-se, outras acelerando… 

IMG_3016 (FILEminimizer)      IMG_3031 (FILEminimizer)

De vez em quando, lembrava-me que no dia seguinte iria começar a minha viagem de regresso a Portugal e esse facto pareceu-me um pouco irreal, como se só quando entrasse no avião tivesse a noção real de tal acontecimento. 🙂 Não que houvesse desagrado da minha parte. Não. Apenas a sensação que tudo fora rápido, muito rápido – uma semana entre a decisão e este momento… qual um meteorito que atinge a Lua.

IMG_3056 (FILEminimizer)      IMG_3087 (FILEminimizer)

O espetáculo começou pontualmente e havia alguns edifícios com a iluminação a mudar e alguns lasers a cruzar os céus, mas sinceramente esperava mais. Não que o skyline da cidade me tivesse desiludido, mas senti que houve demasiado alarido à volta de algo que não cumpriu as expetativas. No final a montanha pariu um rato!

IMG_3095 (FILEminimizer)      IMG_3136 (FILEminimizer)

Quanto aos edifícios em si gostei do que observei e se Xangai pode ser considerada um novo rico, Hong Kong fruto da sua linhagem (aristocrática/inglesa), cumpre pela sobriedade e “classicismo” mais do que pelo “fogo-de-artifício”. Os arranha-céus são belos mas não são espampanantes e na minha opinião brilham mais quando se mantêm fiéis a si mesmos e não se maquilham falsamente com excesso de iluminação pindérica, para representar aquilo que não são. Por isso quando o espetáculo terminou, foi um “alívio” pois tudo voltou à normalidade, os fingimentos acabaram e o skyline da cidade, voltou a tratar-me com respeito.  🙂

IMG_3143 (FILEminimizer)      IMG_3149 (FILEminimizer)