Jakarta Days

Após a looooooooooooonga odisseia, já na saída da estação negociei com um motorista a minha ida para o hotel Syariah, que para os meus padrões era bastante luxuoso (ar condicionado, água quente, casa de banho privada, jantar e pequeno-almoço incluídos, wifi) e que tinha a localização ideal para ir à embaixada das Filipinas (a partir do momento que decidi ir até Jakarta arranjar a máquina fotográfica, aplicar o visto para entrar posteriormente naquele país passou a ser uma prioridade).

Desse modo, aqueles dias em Jakarta, passaram a ser dias para resolver assuntos pendentes. Primeiro fui aplicar o visto à embaixada e fiquei bastante agradado com a rapidez e eficiência do serviço (ainda para mais, depois da péssima experiência que tive em Timor Leste). Depois mudei-me para uma guesthouse mais modesta, mas com ótimas condições nas imediações da Jalan Jaksa (Nina house, Tel. 0812 1233 0026) e seguidamente apanhei um ojek para o centro de reparações da Canon, onde fiquei a saber que a objetiva, estava com o diafragma avariado e fiz um pouco de pressão, para o arranjo demorar o menos possível. Tanto a máquina, como o visto estavam prometidos para dali a quatro dias (terça feira).

Jakarta não é conhecida por ser uma cidade turística, aliás até existem pessoas que detestam a cidade, porém e sem nada poder fazer para acelerar o tempo, aproveitei para conhecer um pouco melhor aquela megalópolis. O coração do turismo situa-se à volta da praça Fatahilah e da antiga zona de Kota, onde nos arredores se encontram edifícios antigos parcialmente destruídos, degradados e abandonados, um canal de águas sujíssimas, ruas cheias de lixo, pessoas pobres mas dignas, um tráfego caótico (como em toda a cidade), uma poluição sonora e atmosférica bastante incómodas. Tudo somado resulta numa cidade “bruta” e realíssima, como poucas vezes presenciei na vida, tal como em Haikou e Semporna.

Na capital, também passei nas imediações da gigantesca e branca Masjid Iqtal, visitei o monumento nacional MONAS (um enorme obelisco de cento e trinta e dois metros de altura, coroado no topo, com trinta e cinco quilogramas de ouro maciço em forma de chama) e o Museu Nacional (onde pude comprovar a enorme multicularidade do país e a enorme singularidade de tribos que existia no arquipélago, que se foram perdendo – habitações, vestuário, escultura, religião, artefactos…). Outra zona da cidade que visitei, foram as grandes avenidas de M.H. Thamrim e Jend Sudirman, onde pude ver o lado moderno da cidade, as torres de aço e vidro, sedes de bancos e agências de seguros, hotéis de luxo e enormes centros comerciais em contraste com os bairros circundantes (dialética da cidade).                

Na cidade, uma vez que o ritmo foi mais lento e relaxado, aproveitei para falar via skype com a minha família e alguns amigos, escrevi bastantes textos para o blog, comecei a procurar informações sobre voos de regresso a Portugal, percebi que para chegar às Filipinas, só voando mesmo (não existem barcos que liguem os dois países) e comi deliciosa e baratíssima comida local (tal como Bangkok a comida nesta capital é deliciosa). 😀 Na terça feira, como previamente acordado fui buscar o passaporte e a objetiva, despedi-me de Jakarta e apanhei um comboio noturno na direção do coração da cultura JavanesaYogyakarta antiga capital do sultano de Mataram, seria o meu primeiro destino.

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