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Crónica de um Regresso

Como medir dezasseis meses fora do nosso país? No regresso nada e tudo mudou. Nós, os outros, os demais… As casas estão iguais, os cheiros e as conversas imutáveis, até o aspeto da maioria das pessoas pouco se alterou… mas e nós? Podem dizer-nos que estamos mais magros e a nossa pele mais escura… mas será que isso é o fundamental? 🙂

A 21 de Fevereiro de 2013, escrevi no primeiro dos meus cadernos que me acompanharam durante toda a viagem asiática: “ (…) cheguei a Pequim, que o meu sonho se transforme finalmente em realidade! Agora é tempo de agarrar a mesma, com toda a força do meu ser e neste período, que dure o que durar, eu o veja e sinta sempre como um período de aprendizagem e de enriquecimento pessoal e que saia da viagem: mais humano e mais completo; com uma ânsia de viver e de conhecer continuamente renovada; e com o meu caminho de vida pessoal mais clarificado ou iluminado, tal como um bodhisattva.”

Passado este tempo e relendo um dos últimos parágrafos do separador “Sobre” no meu blog, não posso deixar de sorrir… 😀 Fiquei a milhas de chegar a Istambul na Turquia e tão pouco me aproximei do estado de iluminação. Não sou Buda, não sou Jesus, nem tão pouco Alá e não pretendo ser nenhuma destas pessoas… Sou humano, tenho ossos e músculos, carne e sangue, tenho a mesma luz e sombra, a mesma destruição e criação, que todos temos dentro de nós e a minha vida é tão mais interessante e desafiante desse modo.

Ontem dia 21 de Junho de 2014, quase a aterrar escrevi: “(…) quase, quase a chegar a Lisboa posso afirmar que estou contente… sinto-me feliz por regressar e vou tentar aproveitar ao máximo estes primeiros tempos no meio da minha família e dos meus amigos que me amam. Vou continuar a escrever e a viajar na minha vida. Ambas fazem parte da minha essência e não me tenciono negar mais a mim mesmo. Acredita em ti miúdo! Não hesites! Não desistas do teu sonho de viajar! A jornada é demasiado bela para parar e o vento uma força demasiado poderosa para ser travada! O mundo é um local belo! Que merecer ser visto e revisto, e eu faço parte dele e ele parte de mim! Hoje no regresso ao meu país que me criou como homem e cidadão do mundo, faço votos de casamento com o Mundo! Não me abandones! Que eu ser-te-ei fiel.”

P.S. – No aeroporto e depois de uma espera interminável pela bagagem (que cheguei a pensar que se tinha extraviado) reencontrei a minha mãe, a minha irmã, uma prima e um dos meus melhores amigos e depois de os abraçar e beijar e de um pequeno compasso de espera partimos para a minha cidade natal. Aí e na casa de uma das minhas avós… recebi o maior presente de todos! 😀 Grande parte da minha família e dos meus amigos organizaram-me uma festa surpresa! 😀 Saí do carro aparvalhado e mega FELIZ e com eles partilhei as minhas primeiras horas em solo luso. A todos eles e a todos vós, MUITO OBRIGADO, por fazerem parte da minha vida e por me deixarem fazer parte da vossa. É um privilégio e uma honra! E eu sei que sou uma pessoa com sorte… 😀

5 replies on “Crónica de um Regresso”

Bom regresso às origens! Faço votos para que nos encante com novas viagens e que partilhe também 🙂 Obrigada pelas viagens que eu fiz sentada no meu sofá. Sempre com o espirito por lá também. Obrigada mesmo!

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Olá Professor…obrigado pela sua mensagem. 🙂

Claro que nos encontraremos brevemente, esta semana pode ser um pouco mais complicada. Mas conto para a semana estar mais liberto para lhe ir fazer uma visita.

Grande Abraço.

Quirino Tomás

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