Durante a viagem aproveitei para escrever sobre Dali e colar os bilhetes no caderno; comer qualquer coisa; observar a paisagem que era um pouco mais seca mas continuava verde; tentar comunicar com um chinês (mas tal veio a revelar-se impossível pois o seu inglês era demasiado pobre). Ao olhar para a paisagem pensei que se não existir intervenção humana, ela é “igual em toda a parte”: as árvores, o céu, o sol e senti que podia estar em qualquer lado (sentimento de universalidade). Na penumbra dos túneis observei um rosto de olhos inchados, enrugados e amarelados…Vi a velhice na sua crueza e a transformação do ser humano, num fantasma de olhos cansados.
Categorias