O Magnífico Lú gū hú

Ato III – Fugindo de Lǐgé

Quando fomos largados pelo nosso jarbas não estávamos no centro da vila, mas sim num miradouro donde podíamos abarcar toda a enseada, a sua água azul petróleo e prateada, e observar as montanhas das redondezas a agigantarem-se e a tornarem-se negras. Do miradouro até ao centro da vila demorámos dez minutos colina abaixo, por trilhos de terra no meio da vegetação e quando chegámos a Lǐgé chovia com intensidade. Antes de começarmos a andar à toa com os monstrinhos às costas, decidimos que eu ficaria debaixo de um telheiro a guardar as mochilas e o Xiaoling iria procurar um local para pernoitarmos. Vinte minutos volvidos ele voltou, mas a sua cara dizia tudo, nada! Pelo menos até ao momento. No meio da chuvada e já com as capas impermeáveis postas, fomos andando pela vila e continuámos a indagar preços. Porém…

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O nosso plano de dormir na vila saiu gorado pelos preços exorbitantes aí praticados. E relativamente a isso posso afirmar que a vila tem uma localização bonita, sim! Mas calma… não é nenhuma obra de arte quando comparada com outros locais que estivemos em Lú gū hú. Antes de sairmos de Lǐgé, tive o meu segundo momento Lost in Translation do dia com o Xiaoling, porque ele não me conseguia explicar qual o nosso próximo destino.

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Partimos então em direção a Lise, já sem a companhia dos monstrinhos, uma vez que durante a procura de poiso, estes acabaram por ser largados e ficar guardados no posto de turismo da vila. O caminho foi feito em corta mato e só posso declarar: “Ainda bem que não ficámos em Lǐgé!”. Apartir desse momento vimos as paisagens mais belas de todo o Lú gū hú, enseadas e baías de água azul escura e verde, casas de madeira, plantações já colhidas mas ainda douradas, muita vegetação e a montanha Deusgemu (3755 m) a agigantar-se. 😀 Em Lise voltámos a não ter fortuna e daqui seguimos para Xiaoluoshui, desta feita pela estrada de alcatrão pois a topografia e a vegetação não permitiam veleidades. Uma vez mais, azar numa face da moeda, sorte na outra… 🙂 o tempo continuou a “abrir” e quando chegámos ao templo no topo do monte imediatamente antes de Xiaoluoshui, fomos presenteados com uma panorâmica magnífica, o lago, as colinas e os verdes vales, as bandeiras coloridas do templo, as árvores e a luz dourada do entardecer. 🙂

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Quando chegámos à vila tivemos finalmente a nossa recompensa e ficámos hospedados no hostel Pig Through Inn, um antigo matadouro que foi transformado numa quinta com quartos em madeira, espaçosos, camas grandes e fofas e com uma casa de banho que graças ao bom gosto e funcionalidade ficou na retina como a melhor que vi na China, porém… sem água quente. 😛 Tirando esse detalhe estávamos no local perfeito, no momento perfeito… 🙂

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