Uma Geografia. Uma Fotografia: Malapascua

Malapascua

Na ilha de Cebu reencontrei Francis – com quem tinha estado meses antes em Gili Air – e depois dele decidir que queria tomar a direção da pequena vila portuária de Maya, realizámos uma quente e apertada viagem de cinco horas, numa estrada com “alguns” buracos. Quando chegámos, já não existiam barcos para fazer a travessia para a ilha de Malapascua e sem nada podermos fazer, ficámos num cafunfinho, onde tentámos dormir o melhor possível. No dia seguinte, apanhámos o primeiro barco para a ilha de Malapascua e o nosso primeiro passo foi procurar a escola de mergulho Fun & Sun com quem já tinha mergulhado na ilha de Coron e que me tinha deixado excelentes indicações. Durante o dia deambulámos pela minúscula ilha, observámos as águas verdes e azuis cristalinas, algumas zonas de praia de areia branca, pequenas aldeias, os simpáticos nativos – principalmente as sorridentes crianças -, alguns estragos provocados pela passagem do super tufão e relaxámos na área comum da nossa escola de mergulho enquanto esperávamos pelo entardecer. No primeiro mergulho na ilha – Ligthouse –, vimos uma longa “dança” de acasalamento de raríssimos peixes-mandarins, sobre a incidência de luzes vermelhas e sensuais; tive o meu primeiro encontro com cavalos marinhos; vimos lulas a brilhar, havendo uma delas que se enamorou da luz da nossa lanterna e a seguiu “cegamente” e uma lula praticamente microscópica, engraçadíssima… no segundo dia, às 5.00 já estávamos a caminho do nascer do sol e do nosso encontro com os magníficos tubarões Thresher em Monad Shoal. Nesse local, enquanto estávamos agarrados à parede e a uma distância considerada ecologicamente aceitável, vimos em simultâneo três destes magníficos animais a deslizar suavemente no grande azul. Poder observar a sua suavidade e graciosidade e num ápice, ver a mudança de direção brusca e aceleração brutal, fez-me tomar verdadeiramente consciência dos seus instintos predatórios letais. Os seus olhos eram redondos e grandes, a sua pele cinzenta e brilhante, mas a característica mais diferenciadora e fascinante, era a sua barbatana caudal longuíssima e que os distingue de todos os outros tubarões. Um encontro apaixonante e adrenalizante! Terminado o mergulho regressámos a Malapascua e depois do pequeno-almoço, partimos novamente, desta feita para a pequena ilha de Gato. Ao largo deste ilhéu, fizemos mais dois mergulhos memoráveis e que em termos de mundo macro foram de classe mundial. Em Gato,vi pela primeira vez alguns peixes e crustáceos raríssimos e espetaculares: um minúsculo peixe sapo branco, que mais parecia um coral; três ornate ghost pipe fish; um engraçadíssimo cuttlefish; um sweetlips microscópico; um boxfish amarelo e minúsculo; vários tipos de camarões – cleaners, um pequeno mas poderosíssimo mantis e vários harlequin, quais pequenas e delicadas flores; diferentes tipos de caranguejo, entre eles um pequeno spider crabuma cobra do mar, um peixe-pedra; moreias; diferentes nuddiebranchs e alguns tubarões – white teep reef e bambo. Ainda em Gato, estivemos dentro de uma caverna/túnel que percorria a pequena ilha de ponta a ponta e na saída da mesma, vi tal como em Sipadan, a luz a penetrar na escuridão e a revelar-nos um mundo de reflexos, brilho e luz. Espectacular! Em Malapascua e Gato, quatro mergulhos. Quatro mergulhos de sonho! Cem por cento de eficácia. Muito divertimento a bordo e vários momentos National Geographic.

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